Vivemos num mundo repleto de doentes tanto físicos, quanto mentais e espirituais. Enfim, o nosso mundo é um só hospital de doentes!
Muitas pessoas, inclusive cristãos, independentemente de denominação religiosa, vivem doentes e culpando o Criador pelo seu sofrimento. Essas pessoas nunca estão satisfeitas com a vida; sempre reclamam e cobram do Deus de Israel uma cura que só pode acontecer se houver uma mudança no seu estilo de vida no comer, no beber, no vestir, no pensar e no agir.
Alguns membros de igrejas satisfazem o seu apetite pervertido, e depois sofrem por causa de sua intemperança. Sabem que vêm cavando sua própria sepultura com os dentes, mas nunca admitem que estejam doentes por causa de sua atitude errada no comer. Ao invés de mudar ou fazer uma reforma alimentar, essas pessoas recorrem aos médicos à busca de drogas que possam tomar para se aliviar como fez o rei Asa (II Crônicas 16: 12 e 13) e, por isso, Deus o deixou morrer à míngua.
Quando a droga do médico não faz o efeito desejado, o “crente” busca auxílio na sua igreja, pedindo oração dos irmãos de fé em prol da sua recuperação. Mas, segundo a escritora norte-americana, Ellen White, no seu livro Medicina e Salvação, pág. 14, “os que tomam drogas para se aliviarem, podem estar certos de que Deus não interferirá para preservar a saúde e a vida que estão, temerariamente, sendo postas em perigo... e pedem as orações dos anciãos da igreja em favor da restauração de sua saúde. Mas, Deus não considera apropriado responder a orações feitas em favor de tais pessoas”.
Essas pessoas vivem uma vida de amargura, sempre descontentes, sofrendo e murmurando, como diz o professor Ângelo Almeida, da Faculdade Teológica, “praticando o pecado do povo hebreu ao sair do Egito", da terra da escravidão. Pecado esse que impediu de o povo hebreu entrar em Canaã quarenta dias após a saída do Egito. Por causa desse pecado da satisfação da gula, os quarenta dias foram transformados em quarenta longos anos de sofrimento.
Restando apenas 10 dias para entrar em Canaã, não satisfeito com o maná (alimentação dos anjos), que podia ser preparado cozido, assado ou refogado (Êxo. 16: 23; Num. 11: 8) o povo de Israel tentou o Senhor com murmúrios, exigindo carne (Sal. 78: 18). E clamavam bem alto à porta de suas tendas: “quem nos dará carne a comer? Na terra do Egito assentávamos ao redor de panelões de carne e comíamos até fartar-se” (Êxo. 16: 3), “e aqui nenhuma coisa vemos senão este maná!” (Num. 11: 4-6).
Indignado com a murmuração do povo, Deus decretou um mês de alimento cárneo (Num. 11: 18-22), o que vale dizer que o povo que deveria atingir a Canaã terrestre dentro de dez dias, agora teria que permanecer por mais trinta dias no deserto da peregrinação somente para sentir o sabor da carne. Ainda hoje muitos cristãos estão mais preocupados em satisfazer o seu apetite desordenado que mesmo com a salvação de sua alma.
As codornizes que migravam da África para o Nordeste brasileiro, cuja rota existe até nos dias de hoje, Deus fazia um vento forte soprar do Oceano Atlântico fazendo oposição às codornizes que cansavam e caíam exaustas no arraial, como poeira (Sal. 78: 27), ocupando uma área de três quilômetros de extensão e 66 centímetros de espessura, sobre o solo (Num. 11: 31). Era muita carne de aves para alimentar 3 milhões e 600 mil pessoas, entre velhos, crianças e adultos. Este era o número dos filhos de Israel, que saíram do Egito guiados por Moisés.
Ao completar os 30 dias de decretação do uso de carne o povo comeu um pouco mais além do normal como uma forma de despedir do alimento intoxicante (Sal. 78: 29-31). E comemoraram com danças e muito vinho forte. Então, o Senhor, na Sua indignação, permitiu que 23 mil entre os mais robustos, sofressem um derrame cerebral, vindo a morrer em consequência da paralisia súbta (I Cor. 10: 6-8). O Senhor perdoa os nossos pecados, mas, não nos livra das suas conseqüências. Teremos que pagar pelos nossos erros cometidos por meio do corpo.
“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Cor. 10: 31). “Pois, quem come e bebe, sem considerar o corpo, come e bebe condenação para si” (I Cor. 11: 29).
* WILSON DIAS, CRT/SP 23.553; CRT/BA 522-05
- Naturoterapeuta, Jornalista, Escritor e pesquisador de assuntos sobre origem, fundamento e filosofias das religiões.
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Notícias - 19/12/2009 -Ser doente é uma ofensa ao Criador
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